Correr na areia é um bom exercício?

A corrida, tanto na areia, quanto no asfalto e na esteira, é uma atividade benéfica, pois proporciona um condicionamento do sistema cardiovascular, propiciando que o coração realize menor esforço para as funções do dia a dia. Diminui a gordura corporal, o colesterol, a glicose, impedindo o aparecimento de doenças como diabete e arteriosclerose. Mas o excesso de corrida pode não trazer benefícios, e sim ocasionar problemas cardiovasculares. Por isso, consultar um médico e um profissional de Educação Física é fundamental para elaborar o programa de corrida adequado, independentemente do piso.

O médico deve fazer exames como eletrocardiograma, teste de esforço e outros mais complexos para o sistema cardiovascular, que fornecerão informações importantes sobre o funcionamento desse sistema, não só em repouso, como também em esforço, que é o que acontece no ato da corrida.

correndo na areia
O profissional de Educação Física, com base no laudo do médico, elabora o programa de corrida, em que estabelece a intensidade com que o aluno irá praticar a corrida através de uma zona de frequência cardíaca ou percepção subjetiva de esforço. Porém, muitas vezes, as pessoas começam a correr sem um laudo médico, somente com a liberação médica, ou seja, com atestado médico. Isso não impede a prática de corrida, visto que é uma atividade que traz grandes benefícios. No entanto, existem fórmulas criadas, através de estudos científicos, que estipulam a zona de frequência através de dados como idade e frequência cardíaca de repouso.

A diferença da corrida na areia para o asfalto e a esteira está na resistência que ela promove, ficando a corrida mais pesada e cansativa, por isso é necessário maior condicionamento. Ela desenvolve a força nas pernas, especialmente nas panturrilhas. Além disso, a areia fofa pode permitir maior resistência e flexibilidade aos ligamentos. Na areia, o impacto é reduzido em comparação ao asfalto e, quanto mais fofa a areia, menor ele será.

A outra diferença está na instabilidade que ela proporciona, exigindo maior equilíbrio. As atividades que exigem equilíbrio estimulam órgãos sensoriais localizados em músculos, ligamentos, tendões e articulações, e estes órgãos captam informações e as enviam para o sistema nervoso central, que processa e envia mensagem com a finalidade de proteção dos músculos e articulações.

O treinamento que busca equilíbrio faz com que os órgãos sensoriais fiquem mais aptos, portanto, em situações do cotidiano, de prática esportiva ou de acidentes, as articulações e músculos estarão mais protegidos, devido à treinabilidade realizada nos órgãos sensoriais.

Ao se correr na areia, na beira da água, deve-se ter a preocupação de fazer o mesmo percurso de ida e volta para equilibrar o exercício por causa do desnivelamento da praia. Ainda assim as articulações dos membros inferiores e a coluna podem ser prejudicadas.

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